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Entrevista com Luís Gonçalves
Publicado
no Em Contacto de Novembro-Dezembro de 2004
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Luís Gonçalves, nasceu em Lisboa em 1971, tendo iniciado os seus estudos musicais na Banda dos Bombeiros Voluntários de Loures. Completou o Conservatório Nacional de Lisboa e desde cedo começou a tocar trombone solo nas principais orquestras sinfónicas portuguesas.
Ao longo da sua carreira, tem tocado sob a regência de vários maestros portugueses e internacionais, como solista.
Solicitado regularmente para tocar nas principais peças de teatro, ópera, estúdio e televisão, a sua carreira inclui não só com artistas portugueses, mas tournés internacionais com Luciano Pavarotti, Andrea Bocelli, Mirella Freni e Chris Bowater, entre outros. Com este último tem feito tournés nos últimos 4 anos em países como Alemanha, Coreia do Norte, Escócia, Espanha, França, Inglaterra e Itália.
Em 1989 ingressou na Banda da Armada Portuguesa onde ocupa o posto de 1º Sargento Músico como 1º Trombone Solo.
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| O CD “Trombowater” é o seu primeiro álbum a solo, o qual apresenta 10 das melhores músicas de Chris Bowater, conceituado compositor inglês, com arranjos ricos e surpreendentes. Reuniu cerca de 30 músicos, todos eles com percursos impressionantes e, embora a marca da música clássica e do jazz seja uma constante inspiração, este trabalho é muito mais do que apenas um instrumental... |
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Luís, este teu primeiro trabalho é o teu cartão de visita: porquê tocar Chris Bowater?
Quando pensei em gravar este trabalho há alguns anos atrás, a minha grande preocupação foi encontrar música com que eu me identificasse.
Foi em1989 que, pela primeira vez, entrei numa igreja a convite de outro músico e uma das músicas que o grupo de louvor estava a cantar era “ Deus fiel” de Chris Bowater.
Continua a ser uma das músicas que eu mais gosto e também a minha vida é fruto da fidelidade de Deus. Chris Bowater e a sua música são uma referência na minha vida pois a sua música é criativa, tem diversidade tímbrica e não é monótona, é música que respira, tem vida, está cheia da glória de Deus e é reflexo da intimidade que Chris tem com Deus.
Como músico profissional, tens trabalhado com alguns dos melhores a nível mundial. Que sonhos tens para a música cristã contemporânea portuguesa?
Desde pequeno que sempre quis tocar com os melhores músicos, e trabalhar com artistas a nível internacional, não por ambição mas sim por querer aprender cada vez mais.
Espero que a música cristã contemporânea portuguesa aprenda que tem um Deus criativo e se deixe de imitações criando assim uma identidade própria.
Quais os objectivos deste álbum?
Espero que álbum possa transmitir os tão desejados momentos de paz que todos nós precisamos. Que se possa sentir a magnitude da presença de Deus, o seu Espírito sempre presente que nos conduz. Não tenciona ser somente um álbum para a igreja mas principalmente para que, aqueles que ainda não O conhecem, se possam identificar com o Espírito que me guiou e inspirou ao longo de todo este álbum: Deus e somente Deus.
Qual deve ser a participação da música cristã contemporânea no mercado da música portuguesa secular?
Penso que está no tempo de, não só a música cristã portuguesa mas também a nível mundial, assumir o papel que perdeu ao longo dos últimos séculos como se contesta ao estudarmos a história da música universal. Hoje em dia temos a igreja que busca referências na música secular quando deveria ser o oposto. Deus sim, é a fonte de toda a inspiração e criatividade e a igreja deveria ser a prova viva e testemunho actual disso.
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A Plenitudes recomenda-lhe que adquira já esta jóia preciosa e deseja as maiores felicidades a Luís Gonçalves e a toda a sua família. Encomende já o seu CD autografado... |
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