| Nascido
em 1946 na Holanda, a biografia e o portfólio de Leen
la Rivière são de facto impressionantes, mas
quando lhe perguntamos se a sua história é uma
de sucesso, responde que tudo o que fez com a sua esposa Ria
la Rivière, foi com um propósito apenas: o de
moldar a cultura de forma a que esta glorifique a Deus.
A existência de tudo o que construiram deve-se inteiramente
à vontade divina e só pela dependência
Dele que Leen, Ria e o Continental
Art Center (Centro de Arte Continental) não foram
à falência por 3 vezes ao longo de 35 anos. “Tudo
isso faz-nos dependentes de Deus e humildes...”, diz
Leen.

Desde
jovem, Leen sempre se interessou pelo criativo. Nascido numa
igreja reformada tradicional, também teve contacto
com movimentos pentecostais e bem cedo sentiu a necessidade
de procurar a Verdade para a sua própria vida. Aos
20 anos já tinha lido mais de 1500 livros e estudos
sobre os mais variados temas (Religião, Literatura,
Filosofia), tendo um encontro real com Deus que o transformou.
Nos 5 anos seguintes dedicou-se à pedagogia, literatura,
música, exposições, arte, teatro, etc.
Em 1968, recém-casados, Leen e Lia estavam envolvidos
com os jovens e o ministério de música da sua
igreja local, quando Leen foi convidado para organizar a primeira
digressão europeia dos Continental Singers (Cantores
Continentais).
A
experiência foi tão gratificante que Leen decidiu
continuar a trabalhar com os Continentals e de 1971 em diante
organizou uma rede de digressões por toda a Europa
ocidental até chegar à Europa de Leste em 75,
onde os Continentals actuaram como evangelistas do underground
nos países comunistas. Por aquela altura o ministério
criativo de Leen, Continental Sound (editora de música
cristã contemporânea) já tinha como propósito
atingir toda a Europa através de produtos de qualidade
que evangelizassem a velha Europa e que sustentassem o propósito
evangelístico do projecto.
Por
volta de 1974 Leen tinha já lançado o Festival
de Música Cristã Contemporânea como evento
anual a ter lugar no mais famoso palco de Roterdão
e tinha sentido a chamada de Deus para se dedicar à
obra a tempo inteiro. Logo por coincidência no ano seguinte
começou uma das maiores provações no
ministério do casal e, somente a convicção
da chamada divina a que tinham respondido, os consolou através
de um período traumático e os fez emergir com
o seu carácter mais podado e mais forte.

A
graça e a provisão de Deus não só
permitiu ao projecto sobreviver a 3 crises financeiras, mas
a desenvolver-se ao longo dos anos. Em 1977 Leen formou o
primeiro grupo que constitui os Continentals europeus e desde
então o seu repertório tem incluído todos
os estilos, têm sido experimentados todos os sistemas
técnicos e todas as formas de treino, porque “...
não há atalhos para a excelência. Se queremos
alcançar a grandeza é necessário imensa
disciplina e ser capaz de investir um encargo de sangue, suor
e lágrimas...”.
Em 1980 a editora deu lugar ao Christian Artists Seminar (Seminário
para Artistas Cristãos), o qual embora tenha chegado
a ter 2000 participantes, hoje providencia seminários
específicos para grupos de artistas mais pequenos,
nas mais variadas áreas.
Do
mesmo modo, a European Academy for Culture and the Arts (Academia
Europeia para a Cultura e Artes), especializa-se na qualificação
de artistas que buscam a excelência e, em vez de substituir
outros conservatórios ou academias, continua o ensino
onde outros sistemas educacionais param.
Em 1986 Leen estava consciente das 2 ordens que a visão
de Deus lhe dera:
1. unir os artistas cristãos e dar-lhes direcção
para moldarem a sua cultura
2. providenciar qualificações e meios para os
artistas
Nessa altura surgiu o livro Royal Creativity (Criativos à
Sua Semelhança), um estudo bíblico sobre os
fundamentos para as artes e a criatividade. O impacto do livro
foi tremendo relativamente à renovação
e à participação dos artistas cristãos
na sociedade e na cultura. Depois de uma digressão
nesse ano, em palestras por todo o mundo, Leen ficou convencido
que uma promessa tinha sido dada à igreja para um renascimento
das artes em conjunto com um reavivamento espiritual da sociedade.
Daí ser tremendamente importante unir os artistas cristãos
como impulsionadores dessa mudança.
Actualmente são os media que parecem estar a controlar
a cultura e como nos últimos 300 anos os cristãos
se colocaram à parte da mesma, não existem neste
momento alternativas de massa, fora das igrejas, que possam
influenciar positiva e biblicamente as sociedades modernas.
Os valores perderam-se e mensagens de amorfismo religioso
e superficialidade têm ganho terreno na cultura, sociologia
e educação, causando um negativismo e decadência,
próprio de algo que precisa de sal e luz. A Igreja
deverá retomar o seu papel como motor na cultura, influenciando
os media, e a sociedade em geral com a mensagem do Evangelho.
A Plenitudes estará a distribuir oficialmente a versão
portuguesa do livro Criativos à Sua Semelhança
e desde já convidamo-lo(a) a assistir à workshop
com Leen la Rivière a decorrer em Maio no Espaço
Multi-Usos Plenitudes, onde poderá conversar directamente
com o autor e conhecer mais deste ministério fascinante.
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Leen
La Rivière, é um cristão convicto
envolvido nas artes desde 1969. Dirige a European Continentals
(que conta 25 grupos na estrada); é presidente
da direcção da International Association
of Christian Artists (com mais de 100 associações);
fomentou a edificação e o crescimento de
muitas organizações artísticas em
toda a Europa; dirige o famoso Christian Artists Seminars;
é membro da direcção do CNV (sindicato
da Holanda).
É o impulsionador da nova European Academy for
Culture and the Arts (esta instituição de
cariz pós-académico e modular é financiada
pela UE).
É autor de 15 livros sobre arte, cultura, sociedade,
juventude, etc. Editou uma série de 12 livros sobre
política sócio-cultural.
Lecciona em seminários, discursa em igrejas e conferências
internacionais.
Devido a todo o seu contributo a rainha da Holanda agraciou-o
em 1999 cavaleiro da ordem de Oranje-Nassau.
É consultor de política social e cultural
de partidos políticos, homens da política
e sindicatos.
Leen La Rivière nasceu em 1946, é casado
com Ria, tem três filhos, todos artistas, e é
um avô orgulhoso. |

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