| O
novo filme de Mel Gibson estreado a 11 de Março em
Portugal, retrata as últimas 12 horas da vida de Jesus,
de modo crú e duro, tão brutal como o era a
morte por crucificação.

Ainda
o filme não tinha estreado nos EUA já a polémica
se instalara ao seu redor, causando mais males que a própria
película.
O filme é protagonizado por actores quase desconhecidos
e rodado em aramaico e latim, mas, segundo o seu realizador,
esta “longa-metragem de fé, esperança
e amor”, pretende retratar de forma fiel, o mais importante
evento da humanidade, o qual dividiu a história ao
meio. Gibson, ele próprio um cristão fervoroso,
decidiu-se pelo projecto após a sua própria
experiência pessoal que ele apelida de “bancarrota
espiritual” e como a ultrapassou através da leitura
dos evangelhos e de uma busca de Deus. Ele queria que “o
filme fosse chocante. Queria que atingisse um extremo, que
empurrasse o espectador para (...) que ele possa ver a enormidade
do sacrifício (de Cristo), para que ele possa ver que
alguém pôde suportar tudo aquilo, toda a dor
e sofrimento e mesmo assim regressar com amor e perdão.”
Quanto
às acusações de anti-semitismo, Gibson
responde que quem matou Jesus "Fomos todos nós.
E eu sou o primeiro a aceitar essa culpa. Cristo morreu por
todos os homens de todas as épocas.” João
Paulo II declarou: “é como foi”. Billy
Graham descreveu a película como “fiel à
Bíblia” cuja exibição “vale
mais que uma vida de sermões”. O filho, Frank
Graham comentou que o retrato exacto que o filme faz do martírio
de Jesus levará o espectador a nunca mais olhar para
a cruz da mesma forma.
A
maior parte das organizações evangélicas
reagiu com euforia, sendo que muitas igrejas estão
a usar o filme como instrumento de evangelização,
alugando cinemas para sessões especiais e distribuindo
bilhetes gratuitamente. Das 2500 salas iniciais, o filme já
foi distribuído (nos EUA), em 4000, o que prenuncia
o impacto que a obra está a ter e terá concerteza
também entre nós.
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