| As lojas enchem-se de mil e uma coisas que as pessoas compram, para oferecer a amigos e familiares. Os correios congestionados não têm mãos a medir, para enviar cartas e postais de Boas Festas.
Boas Festas?
O que é que se entende por Boas Festas?
O que é que cada um pensa de Boas Festas?
O que é que eu penso quando compro e envio um desses cartões?
Às vezes admito que não se pense nada. É apenas um gesto rotineiro, ritual sem qualquer conteúdo especial, sem uma consciência verdadeira e uma intenção explícita.
O primeiro cartão de Boas Festas foi endereçado dos céus e tinha uma intenção clara e definida.
“O anjo disse aos pastores: eis aqui vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu na cidade de Daví, o Salvador, que é Cristo o Senhor.” (...)”
“E subitamente apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem.” (Lucas 2:10.11,13,14).
As verdadeiras Boas Festas cantadas pelos anjos há dois mil anos atrás, estão localizadas no evento e no significado do nascimento de Jesus, na Sua vida e propósito.
Não há Boas Festas se Jesus não está no centro da atenção e da celebração.
Sem Jesus não há realmente Boas Festas.
Hoje em dia quando algumas pessoas falam de Boas Festas apenas se referem a vantagens económicas, a bens materiais, a prazeres físicos, a divertimentos, a saúde, comida e bebida - nada mais.
Boas Festas é muito mais do que isso!
É Deus que visita o ser humano, tomando a sua forma e dimensão e condição, devolvendo ao homem a liberdade perdida pelo perdão. É Deus que vem para ocupar o lugar do culpado, para sofrer sobre si a penalidade de todo o pecado, não para julgar e condenar, mas para absolver pagando a dívida.
A realidade é que o homem escamoteia a verdadeira interioridade do Natal e coloca dentro dele uma série de inutilidades que só o confundem e destroem.
O homem do século XX vive alienado porque não conhece a Palavra de Deus. Só nela temos a verdadeira história do Natal, do seu sentido, significado e implicações.
As pessoas brincam ao Natal e não celebram o que o Natal contém.
O Natal não pode ser celebrado sem Jesus vivo, sem Deus aceite e obedecido.
Quando Jesus já com a idade de 30 anos iniciou a sua acção, o evangelho de Mateus regista as seguintes palavras:
“O povo que jazia em trevas viu grande luz, e os que viviam na região e sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz.”
“Daí por diante passou Jesus a pregar e a dizer: 'Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.” (Mateus 4:16,17)
O nascimento de Jesus e toda a Sua vida não é uma fábula nem um mito, mas é um acontecimento que pertence ao passado e é uma realidade para a vida presente.
Ontem como hoje o homem precisa levar Deus a sério, a Sua Palavra, a presença histórica de Cristo entre nós e o Espírito Santo que foi enviado e está hoje com aqueles que seguem a Jesus Cristo.
O Natal significa que o homem pode voltar a viver a sua vida na plenitude do propósito de Deus. Para isso é imprescindível que o homem e a mulher voltem as costas a tudo aquilo que fere a natureza de Deus e é contrário à felicidade do homem. É isso que quer dizer a expressão do Evangelho: “Arrependei-vos” e que encerra a primeira proclamação de Jesus no início da sua acção.
Esta vivência nos moldes que o Evangelho apresenta leva o homem e a mulher a desfrutarem de saúde, de paz, amor, alegria, prosperidade e de todas as dádivas espirituais.
As nossas Boas Festas são as mesmas que Jesus tem para si: “Usufrua neste Natal de toda a boa, perfeita e agradável vontade de Deus na sua vida - corpo, alma e espírito.”
Termino aqui reiterando que as Boas Festas natalícias são a presença real de Jesus nas nossas vidas durante todo o ano. |