| Como começou o coro e qual tem sido o vosso percurso até agora?
O coro foi criado em 1995 por Sara Tavares e Dale Chapell com o objectivo de acompanhar a Sara Tavares na fase inicial da sua carreira, dedicada ao Gospel e à música Soul. Como resultado dessa cooperação resultou o disco “Escolhas” de Sara Tavares & Shout, que foi o primeiro registo da carreira da cantora e o início de um longo percurso dos Shout!
Em 97 Sara Tavares decide percorrer o seu caminho sozinha e separa-se dos SHOUT!. O grupo, consciente que tinha uma missão no meio secular, decide continuar a solo.
Durante vários anos concretizámos muitas etapas positivas, com muitos espectáculos realizados e três discos gravados, mas também enfrentámos várias dificuldades, não só a nível externo, com a aceitação do público a uma mensagem cristã, assim como também a nível interno, muitas foram as pessoas que já passaram pelos SHOUT! e que, por vontade de Deus, não ficaram.
Acreditamos que só foi possível ultrapassar todos esses obstáculos porque o Senhor Jesus esteve sempre do nosso lado e hoje a nossa missão é conseguir chegar ao público (crente e não crente) através de canções simples, directas e eficazes no seu conteúdo.
Em 2002 editaram o vosso primeiro álbum de originais “Human Faith”, o qual se insere no New Gospel, com influências do gospel tradicional, soul, pop e funk. Como foi editar esse álbum, qual o seu propósito e que resultados teve?
Este álbum, como tudo na vida dos SHOUT! só foi possível com o esforço máximo de todos os elementos do grupo, a custo próprio e porque mais uma vez Deus esteve presente. Foi produzido por Theo Pas'cal, o autor da maior parte das músicas e as letras foram escritas por elementos dos SHOUT!Os resultados foram muito positivos: o disco teve entrada directa para as maiores superfícies de venda, incluindo exposição privilegiada na FNAC onde o apresentamos em primeira-mão. Tivemos airplay na rádio e a imprensa escrita teceu criticas positivas ao disco. Fizemos e continuamos a fazer promoção na TV e somos acarinhados e apoiados por algumas figuras públicas, factos que não seriam anormais não fossemos, nós, um grupo cristão assumido. Mas o importante, mesmo, é saber, através de testemunhos pessoais e de pessoas que nos escrevem por e-mail, que a nossa música e o que tentamos dizer chega ao coração das pessoas, algumas até anteriormente descrentes absolutas.
Contem-nos um pouco do vosso background e alguns testemunhos sobre o que Deus tem feito em e através dos SHOUT!.
Efectivamente os SHOUT! são constituídos por crentes criados no seio de diversas Igrejas: Assembleia de Deus, CCVA, Igreja do Nazareno, Igreja Baptista, etc. Quanto à conduta individual de cada um dos elementos dos SHOUT! sabemos que todos somos pecadores e que só Deus pode julgar o que fazemos mas acreditamos que através da nossa música, a qual para nós é uma oração, estamos mais perto de Deus.
Acreditamos também que, quando cantamos, ELE trabalha em nós, transformando as nossas dúvidas em certezas e, através das nossas palavras, Deus chega ao público e a prova disso é que em todos os espectáculos que fizemos até hoje nunca fomos recebidos com indiferença, pelo contrário, o público sempre foi receptivo ao que falamos.
O vosso som pretende cantar a fé, o coração, o amor. Qual o vosso maior sonho para Portugal e para os SHOUT! ?
O nosso maior desejo é poder continuar a nossa missão de cantar a fé e o amor de Deus através da música que tocamos e que seja essa a nossa forma de chegar ao coração daqueles que realmente precisam de Deus. No futuro, só ELE saberá o que tem reservado para nós, mas estamos totalmente disponíveis para ELE.
Os SHOUT! estão disponíveis para cantar em eventos nas igrejas e contactar mais de perto com o Corpo de Cristo. De que forma uma igreja ou entidade cristã poderia contar com a vossa presença?Basta contactar a Plenitudes. Os SHOUT! estão disponíveis para cantar no seio da Igreja e terão muito prazer em fazê-lo, mas não nos podemos esquecer que somos um grupo profissional que é acompanhado por músicos profissionais e como tal existem algumas despesas que têm que ser cobertas, mas a Plenitudes tem uma ficha de inscrição ao dispor com todas essas informações.
Qual deve ser a participação da música cristã no mercado da música portuguesa secular?
Achamos que a participação da música cristã no meio secular deve estar em pé de igualdade com a música portuguesa. Em primeiro lugar deve haver uma preocupação no que diz respeito à qualidade musical e ela deve existir em qualquer tipo de produção musical, seja ela crente ou não. Partindo desse pressuposto de qualidade e igualdade, a música cristã no meio secular deve ter acesso a todos os veículos de promoção e divulgação de forma a chegar ao maior universo de pessoas possível, para que seja o público, finalmente, a fazer a sua escolha. Acontece que, no decorrer deste processo, a música cristã é muitas vezes discriminada pelo caminho, não tendo acesso a todos os meios disponíveis. Dessa forma o público final nem sempre chega a ter essa oportunidade de escolha, desconhecendo muitas vezes a existência desses discos. Felizmente, parece que cada vez se produzem coisas com mais qualidade no meio cristão e a aceitação por parte do meio secular também está a mudar, apesar da crise que afecta o mercado discográfico em geral.
Há já algum novo projecto “na costa”?
Os SHOUT! continuam activos com muitos espectáculos. Discograficamente depois de um ano 2002 muito preenchido com o lançamento de dois discos “Human Faith” e Shout! Natal, estamos a reunir forças e inspiração para surpreender no próximo ano, pela vontade de Deus, com o segundo disco de originais.
A Plenitudes gostaria de expressar os seus sinceros agradecimentos pelo trabalho fantástico desempenhado pelos SHOUT! e encorajá-los a serem cada vez mais “luz e sal” e Embaixadores de Cristo no meio da música portuguesa. |