Música não é entretenimento
Se tomássemos atenção às milhares de letras compostas por centenas de palavras, escritas por dezenas de cabeças que não conseguem fazer um único sentido da vida, chegaríamos mais facilmente à conculsão que os nossos ouvidos não são caixote de lixo para as frustações de alguém que não entende que música não é apenas exprimir sentimentos, comunicar, esvaziar o stress...
Música não é um entretenimento! É mais, muito mais! Muito mais profunda, muito mais íntima, muito mais séria e muito mais sagrada.
Como começou a música no Céu
A música foi criada como forma de um ser, que é adorador na sua essência, expressar a sua adoração Aquele que o criou, ao ser mais Belo, mais Excelente, Magnificente e Extraordinário que existe: Deus!
A música é mencionada 839 vezes na Bíblia e a sua origem é divina (1). A função primordial da música era a de glorificar a Deus.
Lúcifer, um querubim de protecção, era ungido particularmente para dirigir as hostes de anjos em adoração ao Trono Celestial. No seu corpo tinham sido criados os instrumentos primordiais. Pela sua incrível beleza, o seu coração elevou-se orgulhoso. A sua vaidade e rebelião, corrompeu a sua sabedoria e buscou a adoração para si próprio, em lugar de Deus. A queda de satanás arrastou não só 1/3 dos anjos celestiais, como ainda corrompeu a música da sua função original.
Somos o que adoramos
Cada ser humano é um adorador: de si mesmo, de outros, de bens ou ideais.
Apesar de ninguém ser indiferente à música, podemos ver que a influência desta na sociedade moderna é indscutível. Dependendo do seu ritmo, letra, dinâmica ou timbre, a música tem a capacidade de encorajar, entrenecer, incentivar ou levar à violência e à loucura.
A isto eu chamo de “ ambientes ” capazes de influenciar tanto o indíviduo, como gerações inteiras a níveis muito mais profundos do que o mero entretenimento ou lógica.
O melhor ambiente
O melhor de todos os ambientes é aquele que cumpre o real propósito da música: a adoração a Deus. Nós somos adoradores! É-nos tão inato como sermos da espécie humana. Não há forma de fugir-lhe: podemos adorar o cônjugue, os filhos, o carro, a casa, o curso académico ou o emprego... desde que esse seja o objecto da nossa admiração/atenção excessiva ou ardente, o que adoramos reflecte-se no que somos: possessivos, maníacos, “workaholics”, com a mania dos títulos, patriotas, etc.
Contudo, jamais alguma coisa material, algum ideal ou filosofia, nos poderá satisfazer realmente. Somente a pessoa de Deus merece todo o nosso amor, veneração, estima, homenagem, intensidade e vivência. Um adorador é um amante de Deus que se relaciona com Ele no Agora, na cumplicidade do quotidiano, na intimidade do seu âmago mais secreto.
A música é quase tão perfeita que consegue transmitir (pálidamente) tal relacionamento e estilo de vida e somente essa música merece ser tocada, cantada, dançada ou ouvida; porque, essa sim, traz significado e crescimento e realização e uma dimensão de estilo e diferença à nossa vida!
* Sandra Parente nasceu de novo em 1981, tendo servido como Levita e Líder de Louvor desde 1989.
(1) João A.Souza Filho, O Ministério de Louvor da Igreja , Ed Betânia , 1988
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