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Calados os foguetes e terminada a euforia, o sabor teimoso da realidade volta findada a Passagem de Ano: espreita-nos na escola, no trabalho, na família, na saúde, na igreja, invandindo alguns de nós com preocupação pelos problemas, defeitos, conjunturas político-económicas e outros que mais. As vozes que erguiam votos de alegria, paz e amor, calam-se agora ou então cedem à crítica, ao medo, ao pessimismo e culpam o governo, o patrão, o marido, o vizinho, o gato, o autocarro, o líder espiritual... tudo e todos servem de desculpa para que, incapazes de sonhar mais alto, nos resignemos a não mudar, radicalmente e para melhor!
Do que depende a nossa felicidade?
A nossa existência não depende das circunstâncias ou de terceiros! Tão pouco depende das nossas emoções, de quem nós somos ou o que temos. Não temos de viver aos altos e baixos levados pelos caprichos do trânsito, do clima ou dos relacionamentos.
A nossa felicidade depende de acreditarmos que temos em nós mesmos uma capacidade divina criativa de construirmos, de evoluirmos, de nos suplantarmos e influenciarmos o nosso mundo, a começar pelas nossas atitudes, pelo nosso lar, pela influência que temos naqueles com quem nos relacionamos.
A melhor maneira de mudarmos o que nos rodeia, é mudarmos a nossa maneira de olhar o mundo e as nossas atitudes perante a vida. Um copo meio de água pode estar vazio para uns e meio cheio para outros. Viver sem alvos bem definidos é meio caminho andado para desperdiçar tempo, esforço e paciência e não chegar a lado nenhum.
"O bom siso te guardará e a inteligência te conservará." Provérbios 2:11
Experimente definir 7 objectivos claros para este Novo Ano- escreva-os, seja persistente na busca da sua concretização e supreenda-se com os resultados no final do ano. Eis alguns exemplos:
Crescimento espiritual (ex. descobrir Deus, orar mais, estudar a Palavra, ler bons livros, etc)
Desenvolvimento pessoal (ex. praticar um desporto, estudar música, ter um hobby, etc)
Melhoramento profissional (ex. tirar um curso, trabalhar pela promoção, mudar de emprego, etc)
Melhoramento familiar (ex. ter mais tempo para a família, planear férias juntos, dialogar mais, ouvir mais, etc)
Frutos na Igreja (ex. ser participante de um ministério, ajudar os necessitados, discipular um novo convertido, orar pela liderança, etc)
Crescimento financeiro (ex. poupar, gastar com inteligência, investir, comprar um carro, etc)
Outros objectivos
"Até que cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo." Efésios 4:13
O ano de 2002 foi-me particularmente difícil e desgastante, especialmente porque, não tendo definido objectivos concretos, pareceu-me que o tempo foi gasto a “patinar” nos mesmos erros.
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“Confio em Ti Senhor”, sussurrei, “pois sei que todas as coisas, mesmo as más, contribuem para o meu bem”(2) e apartir daí senti uma renovada esperança de que, Deus está mais interessado no amadurecimento do nosso carácter no que naquilo que possamos ter ou fazer. É esse amadurecimento e confiança inabalável que nos faz superar os testes e alcançar as bençãos.
Ainda que 2003 traga dificuldades, acima de tudo agarre-se a Deus! Leia a Sua Palavra, invista bons livros na sua vida espiritual, revista-se de parceiros idóneos de oração, louve em todo o tempo (3) pois, não importa quão difícil seja o percurso, Deus mantê-lo-à no caminho. Se ainda não conheçe O caminho, Ele é Jesus, a única Verdade e a única Vida que mereçe ser vivida, porque Ele não veio para nos dar restrições do que podemos e não podemos fazer. Ele veio para nos libertar das nossas próprias limitações e incapacidade de mudarmos para melhor. Basta crer Nele e dizer-Lho. Se nunca conversou com Deus, faça-o agora:
“Senhor Jesus, eu creio que és o Filho de Deus e que morreste para me salvar dos meus erros e dares-me uma nova vida. Entra no meu coração e dá-me a Tua paz e a Tua alegria. No nome de Jesus. Amén.”
“ Ele (Deus) deseja realizar grandes coisas por seu intermédio, coisas que só podem proceder de uma vida de fé. Ele quer a sua atenção total, porque você não pode realizar essas coisas por conta própria. O caminho não é uma punição – é um privilégio. Não é uma restrição – é uma recompensa. Deus nos ama e por isso permite que entremos em lugares difíceis em nossa vida, para que percebamos quanto temos de depender Dele ”(4). Os testes da vida servem apenas para apurar o nosso carácter (5), mas quanto maiores os testes maiores as recompensas!
Guarde o seu coração na intimidade de Deus e goze da Sua Paz, uma paz que não depende do frio ou do calor, do dinheiro na algibeira, mas que permaneçe nas lágrimas, nas pressões financeiras, na depressão. Que a Paz de Deus guarde o vosso coração, mente, emoções e corpo (6) e que a Plenitudes possa servir-vos cada vez melhor.
Obrigado pelas vossas orações! |